RELICÁRIO
É um espaço que possui muito encantamento.
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Spinner
Começo de manhã, eu estava entrando em minha sala quando a minha assistida, estava saindo da sala da triagem, segurando o dossiê, com a respectiva senha (passe) que autoriza a mesma adentrar no meu pequeno"office". Bom, eu abri um largo sorriso, peguei os papéis das mãos e disse: "(...) -Vamos é comigo!". Mostrei-lhe o caminho, abri a porta da sala e apontei para a cadeira. Ela seguiu a minha orientação e dirigiu-se a cadeira. Eu também a segui, e fui me acomodar. A minha colega disse que a internet tinha "caido", eu estava iniciando o procedimento de ligar o computador, e, "sorri com os olhos" para ela, tentando dizer: " (...) coisas de trabalho"(...).
De repente, fui avisada que a internet havia se restabelecido, eu já estava sentada e então de posse dos documentos, olhei para ela, percebi que estava com uma feição de tristeza e desalento, como se tivesse perdido a vontade de viver, eu dei-lhe outro sorriso e comecei a lê o resumo da estória da vida dela. Ela estava postulando um Divórcio Litigioso com Alimentos para os filhos menores, Guarda judicial e regulamentação de visitas. Estava separada há mais ou menos quatro dias e falava com convicção de que não voltaria. Eu iniciei as perguntas básicas atinentes a qualificação e endereço, para confirmar as informações, e ai, ela começou a chorar bem baixinho.
Eu parei o que estava fazendo e deixei ela respirar, soluçar, passar a mão no rosto querendo esconder a vergonha e a tristeza aparentes. Eu pedi a uma estagiária que providenciasse um copo de água para ela, com a intenção de reanimar o organismo, e, enquanto isso, caladinha, mentalizei uns mantras, mentalizei o nome de Deus e,o, dirigi em direção ao coração espiritual dela. Depois de tomar uns goles de água, ela, me disse que ele a havia deixado por uma outra mulher, sem, nenhuma explicação, e, que os meninos estavam tristes em especial o maior que tinha apenas 10 anos de idade.
Eu lhe perguntei, se ele tinha mudado o comportamento de alguma forma, ela meneou com a cabeça e, respondeu, que tinha notado, mas, que fingiu não notar; perguntei-lhe, como era o relacionamento dele com os meninos, ela me respondeu que ele era muito bruto e que descarregava toda a ira descontroladamente em cima do mais velho, e por essa razão, ela não saia de casa, para tomar conta dos meninos. Ela continuou falando que os vizinhos foram na casa dela contar que o ex-marido a tinha deixado por outra mulher, inclusive, que ele teria viajado para uma cidade do sudeste do país, e, detalhe, viajou com a outra mulher e os filhos dela. Deixando para trás ela e dois meninos.
Ela tornou a chorar e depois conteve-se. Eu perguntei onde ela estava morando. Ela me respondeu: " (...) Graças a Deus eu tenho a minha mãe e o meu pai vivos, e, eles estão me apoiando em tudo(...) ". Assim que ela terminou de concluir a frase, eu falei viu, como Deus é bom! Ele sempre está ao nosso lado, para o que der e vier, o, problema é que nós sempre estamos imersos em nossos problemas escuros, os quais nos impede de perceber a presença dele e de toda a grandiosidade que ele é.
Ai prossegui, você acabou de falar que tem a sua mãe e o seu pai, pronto, então, você está protegida e nessa casa tem o amor de seus pais,(...) ela ai continuou, e, dos meus irmãos. Eu segui com o comentário (...) Então querida, fique tranquila, Deus sabe de tudo, ele está resolvendo a sua vida e a dos seus filhos. Acalme-se, um dia você terá o discernimento para entender que essa situação aconteceu para o seu melhor (...) Ai continuei, existe alguma coisa que você quer mais nessa ação de divórcio, ela respondeu, sabe moça: (...) Eu quero tranquilidade e paz ( ...) ela suspirou como se sentisse um peso (...) nós temos um carro que compramos juntos, mas, eu não vou querer dividir, deixei para ele, eu o abençoo na vida que ele escolheu! para mim, eu quero consegui um trabalho para manter os meus filhos, e viver na tranquilidade. Todo mundo que veio até mim, disse que esse divórcio foi um livramento. Eu acho que seja isso(...) .
Deixei ela falar quietamente e disse-lhe, (...) tá vendo, o que a senhora fez, abriu mão de um carro, trocando-o por paz. A troca é grandiosa e justa. Olhe, vou te contar que eu recebo nesse meu bireaux, homens e mulheres que dividem colher e garfo. Ela ai, deu um pequeno sorriso e disse: (...) Misericórdia! (...) Eu respondi: (....) olha, ela sorriu! (...), ai prossegui: Sim querida, acontece muito disso aqui, mas, o que eu posso fazer, eu apenas aconselho da forma mais tranquila que dividam os bens, mas que retirem toda e qualquer raiva do peito, porque não faz bem. (...).
Ela ficou calada e disse, sabe de uma coisa, (...) - É melhor que ele vá e viva em paz, do que ver, ele maltratando os meninos que são muito pequenos, em especial o meu pequeno de dez anos. Um dia desses, o meu pequeno pediu-lhe para comprar aquele brinquedo que todo menino tem, aquele que roda no dedo, e ele respondeu com grosseria e mandou o menino trabalhar (...).
Aquilo doeu em mim profundamente, porque me fez lembrar meus dois pequenos que tem as idades bem próximas aos dela, e, nesse diapasão, me deu um estalo no meu coração, uma pergunta minha tinha sido respondida, eu senti uma grande felicidade em meu coração, eu explico.
Vou abrir um parêntesis para contar a estória do Spinner. Eu também tenho dois lindos pequenos, somados, com os pequenos dos meus irmãos, formam um grupo grande de pequenos, e eles têm esse brinquedo que virou febre. Tudo bem, na semana passada, o meu filho mais velho, estava brincado com o spinner dele, e, com o do primo, e, sem querer deixou cair no chão o brinquedo do primo. Eu estava na cozinha quando ele me apareceu cabisbaixo e com medo do que tinha acontecido. Ele me trouxe o brinquedo, eu falei que ele devia montar, fiquei olhando ele reencaixar, peça por peça, com uma calma e precisão, só, que teve uma pecinha que quebrou, ai, nós colamos, e ficou uma rachadurinha aparente. Olhei para o meu filho, depois de bronquear, e disse vou resolver. Eu decidir comprar um novo da mesma cor e dar para o meu sobrinho, pois, afinal de contas não era justo, entregar o spineer com uma rachadurinha, momento em que meu filho pediu desculpas, e o meu sobrinho pediu para ver o antigo, eu o mostrei, ele disse que não precisava ter comprado outro. Eu respondi que não, que o certo era ter feito aquilo.Tudo resolvido em família. No final da noite, eu fui ao meu filho e perguntei-lhe:
" (...) Posso ficar com um desses ai? porque ele estava com o dele, e o da rachadurinha(...)
" (...) Ele respondeu: Fique com o que a senhora quiser, mamãe!
" (...) Então eu peguei o brinquedo, o acondicionei na caixinha e o coloquei na minha bolsa.
" (...) Antes de meu filho dormir, ele me perguntou para que você quer mamãe?
" (...) Eu respondi: Não sei não, mas, sinto que ele tem que ficar comigo dentro da bolsa. (...)
" (...) Ele assentiu positivamente e foi dormir.(...)"
Esse brinquedo estava na minha bolsa, há mais ou menos quatro dias, quando eu abria a bolsa o via, dançado para lá e para cá, eu não entendia porque, não esboçava nenhuma reação dentro de mim, para tirá-lo de lá. Ai, no momento em que ela me disse aquilo, eu já sabia o que fazer com o Spineer, eu me levantei, peguei a minha bolsa, e fui falando.
(...) Se a senhora não se incomodar, eu tenho um desses aqui comigo, a única questão é que ele tem uma pequena rachadura, aqui, apontei com o dedo, mas, ela não impede que ele funcione em nada. Ele está rodando e brilhando, e ai eu demonstrei (...)
Ela ficou surpresa, pegou o brinquedo das minhas mãos, eu mostrei que ele estava funcionando bem legal. Eu escrevi na caixinha o nome do filho dela, e disse que tinha sido Papai do Céu que tinha mandado para ele, e logo abaixo, escrevi, estude e seja feliz. Deus te ama (...).
Ela estava tão quieta e a feição do choro se desfez, perguntou o meu nome e me abençoou, eu terminei o atendimento e a liberei.
Agora eu entendi porque o meu filho derrubou sem querer o Spinner do primo, e essa ação desencadeou uma série de atos que juntos foram responsáveis e providenciais no sentido de cumprir a vontade de Deus. Eu sabia que eu deveria entregar o brinquedo para a minha assistida, naquele momento. Eu sei porque o brinquedo entrou na minha bolsa, porque ele já tinha um endereço para ir.
Estejam atentos aos sinais!
Namasté a todos.
Silvia França de Souza Morelli
terça-feira, 6 de junho de 2017
Mais pensamentos Iluminados
Pois bem, era meio de semana, aproximadamente, umas 11 horas e 30 minutos, assim beirando ás 12:00 horas, estávamos ainda trabalhando, os atendimentos ocorrendo normalmente, apenas o de rotineiro, algumas triagens de documentos, ações de alimentos, regulamentações de visita, divórcio, tudo tranquilo. Mas, de repente a atendente da recepção entrou na sala, encaminhando uma moça e duas menininhas, que estavam visivelmente assustadas. Lembro bem da situação, a mulher morena, pele clara, cabelos pretos longos, amarrados em forma de coque, meio desarrumado, segurava numa das mãos documentos, na outra bolsa tiracolo de cor e as filhinhas que entraram com ela. E assim, que entrou sentou-se em frente, a uma colega, começou a falar, que estava com muito medo do ex-companheiro e que havia fugido dele.
Eu estava finalizando um atendimento e a minha assistida, olhou imediatamente para trás, procurando a dona da fala, pois, não tinha como se furtar de ouvir aquele depoimento muito triste e emocionado. As menininhas, bem próximas da mãe aparentavam um misto de tristeza e dúvida.
Eu liberei a minha assistida e continuei prestando atenção a tudo que estava acontecendo, e ai tomei ciência que ela estava requerendo a Guarda das Meninas, a fim de regularizar a situação, e nessa esteira começou a narrar; falou que residia numa cidade do sudeste do Brasil, e, lá morava com o ex-companheiro, que no inicio do relacionamento, ele não era violento, mas, tudo foi mudando; disse que teve duas filhinhas com ele, contou que apostava na mudança do ex-companheiro, e isso a fez insistir no relacionamento. Falou que fez de tudo para viver bem; contou que ele tinha muito ciúmes dela, até que um dia a violência dele foi aumentando, ao ponto de envolver as filhas, ela disse que ele parecia descontrolado; Ela parou de falar, olhou para as meninas, as quais pareciam compreender a situação e continuou.... comentou que era abusada por ele todos os dias, mas, quando ele começou a exigir que as menininhas assistissem a cena, para ela foi uma morte. Um terror mesmo!
Afirmou que pensou em se matar diversas vezes, mas, que sempre desistia do intento, quando via os olhinhos tristes das menininhas, ai, um dia, ele sem querer deixou a carteira de documentos em cima da mesa, e, saiu, ela então aproveitando-se dessa situação, resolveu arrumar as meninas, colocar o que viu em seus olhos na bolsa, pegou todo o dinheirinho contado, não se lembra quanto foi o valor, na verdade, ela catou tudo, inclusive ela tinha feito um cofrinho escondido, dele, com moedas e dinheiro solto que ele deixava escapar, ela no intimo pedia muita ajuda de Deus e, assim naquele dia saiu puxando as meninas pelas mãos e foi em direção a porta, quando cruzou a porta com muito medo, disse que estava aterrorizada, receosa que ele aparecesse... olhou para o lado e viu uma vizinha que disse vá embora, vá embora, rápido.
Ela seguiu com o relato emocionado....." (...) eu não olhei para trás, sai andando com as minhas filhas e fui vendo que a casa foi ficando para trás, até que cheguei num ponto de ônibus, subi com as minhas filhas, agarradas em mim, desci na rodoviária e peguei o primeiro ônibus que estava partindo para o Nordeste. Ela continuou .....suspirando, eu não quero mais voltar, nisso uma das filhas a interrompeu e disse, mamãe nós não vamos mais voltar, nós não vamos mais voltar para aquela casa. O meu coração apertou demais quando eu ouvi aquilo, eu me senti impotente, sabe.
Afirmou que pensou em se matar diversas vezes, mas, que sempre desistia do intento, quando via os olhinhos tristes das menininhas, ai, um dia, ele sem querer deixou a carteira de documentos em cima da mesa, e, saiu, ela então aproveitando-se dessa situação, resolveu arrumar as meninas, colocar o que viu em seus olhos na bolsa, pegou todo o dinheirinho contado, não se lembra quanto foi o valor, na verdade, ela catou tudo, inclusive ela tinha feito um cofrinho escondido, dele, com moedas e dinheiro solto que ele deixava escapar, ela no intimo pedia muita ajuda de Deus e, assim naquele dia saiu puxando as meninas pelas mãos e foi em direção a porta, quando cruzou a porta com muito medo, disse que estava aterrorizada, receosa que ele aparecesse... olhou para o lado e viu uma vizinha que disse vá embora, vá embora, rápido.
Ela seguiu com o relato emocionado....." (...) eu não olhei para trás, sai andando com as minhas filhas e fui vendo que a casa foi ficando para trás, até que cheguei num ponto de ônibus, subi com as minhas filhas, agarradas em mim, desci na rodoviária e peguei o primeiro ônibus que estava partindo para o Nordeste. Ela continuou .....suspirando, eu não quero mais voltar, nisso uma das filhas a interrompeu e disse, mamãe nós não vamos mais voltar, nós não vamos mais voltar para aquela casa. O meu coração apertou demais quando eu ouvi aquilo, eu me senti impotente, sabe.
Bom, munida de um calhamaço de documentos, inclusive fotos extraídas na internet as quais exibiam o requerido portando munições de alto calibre, fazendo poses que intimidam pessoas.
Olha, todo o setor emudeceu, prestando atenção, em tudo o que foi narrado, inclusive, a moça estava de pé, olhando para todas nós.
Nós a orientamos em tudo, em ida a delegacia especializada, e acompanhamos o caso até o envio dos autos do inquérito para a Vara de Crimes perpetrados contra a mulher, lá, as medidas urgentes foram tomadas.
Olha, todo o setor emudeceu, prestando atenção, em tudo o que foi narrado, inclusive, a moça estava de pé, olhando para todas nós.
Nós a orientamos em tudo, em ida a delegacia especializada, e acompanhamos o caso até o envio dos autos do inquérito para a Vara de Crimes perpetrados contra a mulher, lá, as medidas urgentes foram tomadas.
A prisão preventiva dele foi decretada com base em tudo. Ela foi acolhida na casa de uma tia e que estava calma, mas que ainda sentia muito medo.
Nós que ouvimos toda a estória ficamos muito assustadas e, eu em particular, nunca imaginei presenciar tal cena!
Vibrei por luz, traquilidade e paz!
Você que está lendo esse texto agora, pode fazer diversas conjecturas a respeito dele, mas, tem uma que é certa: " Deus nunca se esqueceu deles em momento nenhum...!
O tempo delas partirem aconteceu, no momento certo, não sabemos o motivo de tanta aflição vivida por ela e pelas filhas, desconhecemos o motivo para a prática de tanto mal cometida pelo demandado, mas, o Senhor dos Mundos sabe de tudo, e, a nós nos cabe apenas vibrar por amor, luz e mais paz para todos os envolvidos.
O nosso Deus nunca nos esquece, nós é que esquecemos dele e permitimos que esse mal que paira sobe o mundo nos envolva, através de pensamentos, maledicência, pequenez, alimentamos isso dia a dia, sem nos darmos conta o que estamos atraindo para as nossas vidas, para a vida de nossos entes queridos.
Tudo no mundo está conectado se algo de ruim acontece nas Filipinas influencia no clima da micronésia, e esse influencia diretamente num bater de asas de uma borboleta na China , nós devemos nos policiar.
Mais pensamentos iluminados precisam ser compartilhados para embalsamar esse corações que petrificados pelo ódio desconhecem que ali tem Deus.
Ah, ocultei informações de nomes, cidades por uma questão de cautela, em que pese compartilhar a estória, faço apenas para que vocês se sintam responsáveis pelo dia de vocês todos , tornando ele mais iluminado, com pensamentos cheios de luz.
Agradeçam a Deus a vida que possuem, não reclamem de nada.
Agradeçam a Deus a vida que possuem, não reclamem de nada.
Nós todos somos um só!
Namastè!
segunda-feira, 15 de maio de 2017
A Força da Verdade
Sim, eu estava bem mergulhada em meu trabalho, dia normal, cheio de atendimentos, meio da manhã, esperando a próxima senha ser liberada, pelo outro setor. Como já comentei anteriormente, eu trabalho diretamente com o público, o meu setor é o Primeiro Atendimento, nele nós realizamos o peticionamento das ações a serem propostas pelos assistidos; nós recolhemos todos os documentos indispensáveis à propositura da ação e explicamos todo o procedimento.
Pois bem, naquela manhã adentrou a sala, uma mulher, jovem, branca, alta, de cabelos pretos, os lábios tinham um certa coloração de batom, havia um riso em sua face. Os trajes eram: uma calça jeans e uma blusa surrada, não havia uma combinação, estava com uma bolsa confeccionada por ela mesma.
Ela entrou olhando para mim, eu fiz um aceno com a mão afirmando com a cabeça que era a responsável pelo atendimento dela, dai, ela se dirigiu em minha direção e entregou-me uma série de documentos que estavam em suas mãos acomodando-se numa cadeira em frente ao meu bireaux. Eu dei- lhe bom dia e me apresentei, explique-lhe o que iria ocorrer e fui dar uma olhada na documentação, para iniciar a petição. Enquanto os meus olhos corriam toda a documentação ali apresentada, pois, era uma Ação de Guarda em relação a filha dela, a questionei porque ela tinha dado a guarda da filhinha, ela me respondeu com serenidade:
Ela entrou olhando para mim, eu fiz um aceno com a mão afirmando com a cabeça que era a responsável pelo atendimento dela, dai, ela se dirigiu em minha direção e entregou-me uma série de documentos que estavam em suas mãos acomodando-se numa cadeira em frente ao meu bireaux. Eu dei- lhe bom dia e me apresentei, explique-lhe o que iria ocorrer e fui dar uma olhada na documentação, para iniciar a petição. Enquanto os meus olhos corriam toda a documentação ali apresentada, pois, era uma Ação de Guarda em relação a filha dela, a questionei porque ela tinha dado a guarda da filhinha, ela me respondeu com serenidade:
" (...) -Eu não abri mão de minha filha, eu tive que fazê-lo, porque eu estava presa (...)!
Assim que ela terminou de falar, eu que estava com a cabeça um pouco baixa, pois estava olhando toda a documentação, levantei o olhar para ela imediatamente, exibindo uma feição de interrogação bem grande.
Ela então apontou entre tantos documentos que estavam comigo, um que estava no final do dossiê, era um Alvará de Soltura explicando que ela estava sendo beneficiada com o sursi processual, e dai, se estabeleceu um grande hiato de dúvida em minha mente, mas, rapidamente ela começou a narrar o fato.
Ela disse que havia se envolvido com um homem e que ficou loucamente apaixonada, ao ponto de fazer absolutamente tudo o que ele quisesse e pedisse em troca do amor dele, só que, ele começou a pedir-lhe para transportar pacotinhos de drogas de um lado para o outro, assim, como um "aviãozinho", e nessa esteira, ela praticou isso diversas vezes, sem pensar nas consequências, ela fazia por uma paixão que a deixou cega.
Ela contou que foi alertada por várias pessoas, mas, mesmo assim não conseguia ouvir até o dia que a policia a prendeu em flagrante delito.
Ela contou que foi alertada por várias pessoas, mas, mesmo assim não conseguia ouvir até o dia que a policia a prendeu em flagrante delito.
Contou que foi levada pra delegacia apuraram tudo e logo em seguida foi pra prenitenciária, disse que em relação a filhinha, a única alternativa a fazer era entregar a guarda da menina para a sua irmã, o que foi foi feito. Disse que estava sendo liberada, mas, que aprendeu muito com a situação, e que estava cumprindo o sursi dela.
Eu perguntei se ela tinha emprego?
Ela me respondeu muito feliz!!!!!!
"(....) Sim, eu estou empregada numa lanchonete (...)",
Eu olhei para ela bem surpresa!!!!!
Ela sorriu com os olhos quando me viu a fitar, face a resposta positiva e vibrante.
Ora, ela era uma ex-custodiada, entenda... não me interpretem mal, ela havia saído recentemente da penitenciária, e já estava empregada!
Ai não me contive, lancei-lhe outra
" (...) Como foi isso? (...)"
Ela me respondeu muito feliz!!!!!!
"(....) Sim, eu estou empregada numa lanchonete (...)",
Eu olhei para ela bem surpresa!!!!!
Ela sorriu com os olhos quando me viu a fitar, face a resposta positiva e vibrante.
Ora, ela era uma ex-custodiada, entenda... não me interpretem mal, ela havia saído recentemente da penitenciária, e já estava empregada!
Ai não me contive, lancei-lhe outra
" (...) Como foi isso? (...)"
e, Ela respondeu:" (...) Eu apenas contei a VERDADE !!!!(...)"
" (...) Naquele dia eu sai resolvida para procurar emprego, então, no início da minha busca parei em frente a uma lanchonete, e olhei para dentro , vi uma mulher atarefada, ofereci-me para ajudá-la. Ela perguntou o que você faz? Eu respondi tudo o que a senhora quiser, ela não titubeou, acenou para eu entrar, eu entrei.(...)"
Ela deu uma pausa, suspirou e continuou.
" (...) Olhe... Dotôra... disse ela, eu lavei do banheiro à porta da calçada e, no final de tão rápida que eu estava, comecei atender as pessoas para ajudá-la. No final do dia ela me disse que queria me contratar e que me pagava salário, fiquei feliz, mas eu me senti na obrigação de contar-lhe a VERDADE SOBRE A MINHA VIDA, para.... assim...., eu queria começar do zero, sem mentiras, com tudo aberto pra mim, para me sentir livre de tudo. Contei tudo, senti-me aliviada. A minha patroa ouviu tudo e disse que iria fazer uma experiência comigo. Pronto eu estou lá ....seis meses. Agora eu vim buscar a guarda da minha filha.(...)".
Quando ela terminou a fala, me disse que aprendeu a ser assim, quando estava na penitenciária, ela disse que quando estava lá, tentou a todo custo, aprender coisas úteis, disse que aprendeu a fazer bolos e pães, que aprendeu a bordar, costurar, disse que tentava preencher os dias com afazeres que a fizessem produtiva. Disse que sorria muito para todas que faziam parte da penitenciária. Ela finalizou dizendo que aprendeu muito quando estava presa, do que quando era livre.
Eu ouvi todo aquele depoimento e, fiquei tão feliz com tudo, e muito emocionada, senti que eu estava aprendendo uma enorme lição sobre a VERDADE.
A verdade que transforma vidas, vidas que evoluem com essa energia que se propala por todo o universo ajudando todas as outras pessoas.
Eu fui inundada por essa energia positiva a da FORÇA DA VERDADE.
O mundo cresceu!
Ela deu uma pausa, suspirou e continuou.
" (...) Olhe... Dotôra... disse ela, eu lavei do banheiro à porta da calçada e, no final de tão rápida que eu estava, comecei atender as pessoas para ajudá-la. No final do dia ela me disse que queria me contratar e que me pagava salário, fiquei feliz, mas eu me senti na obrigação de contar-lhe a VERDADE SOBRE A MINHA VIDA, para.... assim...., eu queria começar do zero, sem mentiras, com tudo aberto pra mim, para me sentir livre de tudo. Contei tudo, senti-me aliviada. A minha patroa ouviu tudo e disse que iria fazer uma experiência comigo. Pronto eu estou lá ....seis meses. Agora eu vim buscar a guarda da minha filha.(...)".
Quando ela terminou a fala, me disse que aprendeu a ser assim, quando estava na penitenciária, ela disse que quando estava lá, tentou a todo custo, aprender coisas úteis, disse que aprendeu a fazer bolos e pães, que aprendeu a bordar, costurar, disse que tentava preencher os dias com afazeres que a fizessem produtiva. Disse que sorria muito para todas que faziam parte da penitenciária. Ela finalizou dizendo que aprendeu muito quando estava presa, do que quando era livre.
Eu ouvi todo aquele depoimento e, fiquei tão feliz com tudo, e muito emocionada, senti que eu estava aprendendo uma enorme lição sobre a VERDADE.
A verdade que transforma vidas, vidas que evoluem com essa energia que se propala por todo o universo ajudando todas as outras pessoas.
Eu fui inundada por essa energia positiva a da FORÇA DA VERDADE.
O mundo cresceu!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Termômetro
Na última quinta-feira, eu cheguei em casa muito cansada, mas também, depois de um dia de trabalho, com muitos atendimentos com pessoas psicologicamente abaladas, exalando vibrações de todas a sorte, as quais se unem a minha e a dos meus colegas.
Haja luz de Deus!
Bem, todas as vezes que eu saio do trabalho, eu tento sentir se o meu coração está em paz, se eu conseguir senti-lo, significa que consegui realizar a minha missão diária! (a vontade de Deus).
O meu coração é o termômetro!
Pois bem, continuemos, eu trabalho no Núcleo de Organização e Gestão de Primeiro Atendimento e Ajuizamento, traduzindo, trabalho no atendimento direto com as pessoas que se dirigem ali, cheias de problemas cabeludos, ávidas por soluções que não tenham prazos, porque querem sair dali, assim.... para falar com o juiz.
Antes de sentarem com os papéis, já perguntam:
" (...) - quando eu falo com o juiz? ou,
- você vai me dizer o dia da audiência? (...)"
" (...) - quando eu falo com o juiz? ou,
- você vai me dizer o dia da audiência? (...)"
Peço para sentar e se acomodar recebo os documentos e tento de uma forma meridiana, tranquilizar a pessoa e demonstrar como será o caminho percorrido, esforço-me em demasia para destrinchar todo o caminho das regras e acabar com as dúvidas, enquanto estou fazendo a inicial.
Eu sempre me vejo na ponta do Iceberg!
Eu sempre me vejo na ponta do Iceberg!
Olha, eu e os meus colegas temos que ser pacientes mesmo, porque em nossa pequena sala entram pessoas educadas, tranquilas, cuidadosas, caladas, em que pese, se encontrarem ali em busca de algo, de uma mera explicação, um farol, um acalanto, é acreditem, há pessoas que entram para tão somente pedir um café quente. Como também, adentram ali seres totalmente desequilibrados emocionalmente abalados que ao menor sinal de negativa por qualquer razão, nos agridem sem pestanejar.
É compreensível, não posso aquilatar o que estão vivendo!
Bem, naquele dia, eu havia saído da sala para poder respirar um pouco, e também, procurar saber, como estavam os atendimentos, e, assim que sai, me deparei com uma mulher sentada no degrau de entrada do órgão que trabalho, com um olhar e aspectos cansados, e tinha em seus braços, completamente dormindo seu filho, respirando de boca aberta, aparentando uns oito anos, e uma menininha faceira, filha dela também, que estava andando pra la e para cá.
Perguntei se já tinha sido atendida ela me respondeu com a cabeça fazendo sinal negativo, peguei a senha de suas mãos, já molhada de suor, e a encaminhei para sala. Ao entrar na sala que estava mais gelada, face o ar condicionado, senti que ela descansou um pouco e também porque conseguiu sentar- se e recostar-se na cadeira, dali, iniciei o atendimento, perguntei em que eu poderia ajudá-la. Ela então me disse que gostaria de ajuizar o pedido de guarda judicial dos meninos e começou a chorar, com muito cuidado, dizendo que o ex- companheiro era usuário de drogas, que de tempo em tempo ia na casa dela para fazer-lhe algo, perguntei se ele prestava alimentos as crianças, ela disse que não e que não queria, eu falei da importância do pedido de alimentos, (ela) me interrompeu e disse que não era necessário pois ela trabalhava vendendo água.
Eu senti tanta dor, agonia, fome, descaso, preocupação, medo e escuridão naquela mulher que, resolvi parar de falar e perguntei, então?
O que é que a senhora quer?
Eu quero a minha mãe, e chorou (.....) chorou muito, eu quero voltar para a casa de minha mãe, ela mora em São Paulo......
Nossa que forte, a emoção me conteve, tentei não perder a razão e fui providenciar resolver aquilo. Conseguimos chamar a assistente social que foi ao encontro dela e disse que conseguiria as passagens dela e dos filhos, explicou como seria e deu-lhe uma lista de documentos para ela trazer.
Ela abriu os olhos, senti que estava menos preocupada e um pouco mais aliviada.
O menino dela acordou , pulou dos braços e pediu para ir embora, ela ensaiou um sorriso e disse que voltaria munida dos documentos.
Eu senti um aquecimento no meu coração!( o Termômetro)!
Eu não sei se a estória dela era verdadeira, pode ser que não, mas o importante é que o meu atendimento foi.
Então, foi essa razão do cansaço, mas eu estava feliz.
Silvia França de Souza Morelli
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Dani e Jani a Grande Lição
Uma Grande Lição
Eu sempre ouvi que aprendíamos mais com a escola da vida, face as experiências vividas, do que com as lições escolares, (era conversa de gente grande)!
Tudo bem, a minha vida educacional foi uma dádiva divina!
Ora, Deus me abençoou com pais, zelosos que sempre acreditaram no crescimento evolutivo, através do estudo!
Eu, ah, estou formada, na profissão escolhida por mim, e trabalhando, graças a Deus!
Contudo, o que me levou a tecer essas pequenas linhas, foi o seguinte: o de ter me deparado com um CASO INCOMUM: o de duas mulheres ajuizarem AÇÕES de ALIMENTOS contra o MESMO DEMANDADO.
Até aqui ,tudo bem, porém; vocês podem me questionar, qual é a surpresa, em nossa cidade isso é tão corrente?
Mas, gente o inusitado é que as elas foram MULHERES DO DEMANDADO SIMULTANEAMENTE, e hoje são AMIGAS COMPANHEIRAS E CUIDAM DOS IRMAÕS.
Explico melhor!
Até aqui ,tudo bem, porém; vocês podem me questionar, qual é a surpresa, em nossa cidade isso é tão corrente?
Mas, gente o inusitado é que as elas foram MULHERES DO DEMANDADO SIMULTANEAMENTE, e hoje são AMIGAS COMPANHEIRAS E CUIDAM DOS IRMAÕS.
Explico melhor!
A que eu estava realizando o primeiro atendimento, nesse fatídico dia, munida dos documentos indispensáveis para a propositura da citada AÇÃO DE ALIMENTOS, sentou-se em minha frente, tentando analisar-me, a todo instante, sentindo-se instada a se manifestar, todo o momento, e, claro respondendo claramente as minhas perguntas, assim, no afã de ser prestativa.
Tentando descreve-la, de uma forma impessoal: uma moça de estatura mediana, entre os 23 a 27 anos, simpática, comunicativa, trabalhadora assalariada, que me afirmou diversas vezes que o motivo de estar ali: era em razão do desaforo do requerido, de se esquivar em prestar alimentos para o filho que tiveram juntos na constância do relacionamento vivido entre ambos.
A medida que ela falava, eu conseguia olhar rapidamente, para ela, no afã de deixá-la em paz, provando-a que eu estava prestando atenção. Ela, bom, ela me fitava querendo uma participação, assim, ouvir a minha opinião.
Eu a respondia formalmente!
" (...) Olhe. Sra, infelizmente, o cenário de todos os atendimentos que eu fiz, são assim, eles demonstram que os homens em sua grande maioria são processados pela falta de comprometimento com as responsabilidades, e acrescentei, (...) em que pese a Senhora estar vivendo isso, o cenário está mudando, porque, hoje já atendo homens mais comprometidos, vindo pessoalmente ofertar alimentos, regulamentar visitas(...).
Eu a respondia formalmente!
" (...) Olhe. Sra, infelizmente, o cenário de todos os atendimentos que eu fiz, são assim, eles demonstram que os homens em sua grande maioria são processados pela falta de comprometimento com as responsabilidades, e acrescentei, (...) em que pese a Senhora estar vivendo isso, o cenário está mudando, porque, hoje já atendo homens mais comprometidos, vindo pessoalmente ofertar alimentos, regulamentar visitas(...).
Aí, ela virou o rosto e apontou pra uma mulher que estava sendo atendida com o meu colega, no mesmo, instante e lançou-me a pergunta.
"(...) Você está vendo aquela moça ali? (fazendo barulho pra moça virar).
E, continuou, (...) nós fomos mulheres do mesmo homem e tivemos filhos dele (parou pra suspirar) e, continuou, ela foi a primeira e, eu, a que entrou no meio do relacionamento,(sem qualquer embaraço, continuou).
"(...) Você está vendo aquela moça ali? (fazendo barulho pra moça virar).
E, continuou, (...) nós fomos mulheres do mesmo homem e tivemos filhos dele (parou pra suspirar) e, continuou, ela foi a primeira e, eu, a que entrou no meio do relacionamento,(sem qualquer embaraço, continuou).
Ela só conseguiu viver com ele um ano,,,, e , eu, ah, eu vivi com ele, durante sete (07) anos, e conto pra senhora, que quando eu e ele vivíamos juntos, a vida dele era mais organizada, porque , eu cuidava das contas, do trabalho dele, sem falar que ele não deixava de prestar alimentos para o filho dela, e, eu ainda mandava ele assim..., sabe, vá ver o seu filho, criatura!,(...) .
Nessa hora percebi que a outra mulher sorria timidamente, assentindo com a cabeça.
Eu parei de digitar, porque senti que estava começando a ficar interessante.
Olha eu senti nela muita franqueza nas palavras, e assim que ela acabou de contar, entendi o que estava acontecendo ali: UMA GRANDE LIÇÃO, para todos nós que estávamos assistindo aquele atendimento, explico: As duas mulheres estavam ajuizando ações de alimento contra o mesmo demandado, mas, o ponto de ligação delas é que elas viveram os respectivos relacionamentos amorosos de forma atropelada, ou seja, um começou e o outro não havia terminado, ou seja, um terreno propício para germinar desavenças.
Mas, em que pese, estarem vivendo uma situação esdrúxula, elas escolheram serem amigas, ao invés de se tornarem inimigas.
Isso mesmo, elas construíram uma bela amizade, para tão somente PROTEGER AS CRIANÇAS QUE SÃO IRMÃOS.
Eu e todos os meus colegas ficamos surpresos com aquele forte desabafo, porque, nunca vimos tamanha declaração de CONHECIMENTO DA UNIDADE, pois, a minha atendida chegou a afirmar,
" ...o problema que eu tenho com ele, não pode interferir nos nossos filhos,(no meu e no dela) na minha cabeça, quando eu estava com ele.....ele devia prestar alimentos ao filho dela, entendeu? ele nunca deixou de ajudar o menino. Isso é o certo, pois se ele tratar mal o filho dela, o que ele fará com o meu, não vejo diferença...?
Nessa hora percebi que a outra mulher sorria timidamente, assentindo com a cabeça.
Eu parei de digitar, porque senti que estava começando a ficar interessante.
Olha eu senti nela muita franqueza nas palavras, e assim que ela acabou de contar, entendi o que estava acontecendo ali: UMA GRANDE LIÇÃO, para todos nós que estávamos assistindo aquele atendimento, explico: As duas mulheres estavam ajuizando ações de alimento contra o mesmo demandado, mas, o ponto de ligação delas é que elas viveram os respectivos relacionamentos amorosos de forma atropelada, ou seja, um começou e o outro não havia terminado, ou seja, um terreno propício para germinar desavenças.
Mas, em que pese, estarem vivendo uma situação esdrúxula, elas escolheram serem amigas, ao invés de se tornarem inimigas.
Isso mesmo, elas construíram uma bela amizade, para tão somente PROTEGER AS CRIANÇAS QUE SÃO IRMÃOS.
Eu e todos os meus colegas ficamos surpresos com aquele forte desabafo, porque, nunca vimos tamanha declaração de CONHECIMENTO DA UNIDADE, pois, a minha atendida chegou a afirmar,
" ...o problema que eu tenho com ele, não pode interferir nos nossos filhos,(no meu e no dela) na minha cabeça, quando eu estava com ele.....ele devia prestar alimentos ao filho dela, entendeu? ele nunca deixou de ajudar o menino. Isso é o certo, pois se ele tratar mal o filho dela, o que ele fará com o meu, não vejo diferença...?
Uma GRANDE LIÇÃO!
A professora que me ensinou é operadora de telemarketing, acredito que só tem o ensino médio!
Aplausos ,para Dani e Jani.
A professora que me ensinou é operadora de telemarketing, acredito que só tem o ensino médio!
Aplausos ,para Dani e Jani.
Silvia França de Souza Morelli
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
A Grande Síntese.
O Brasil vive essa crise porque perdeu o elã com os verdadeiros valores humanos.
A responsabilidade é só nossa!
Ele é um pais grande, rico em recursos naturais, miscigenado em virtude das colonizações experienciadas, mas, a educação, pilar fundamental de qualquer civilização, não é reverenciada.
Compreendam: (...) um bom dia, um por favor, com licença, advém de alguma politica pública? estacionar o carro em vaga de deficiente sem sê-lo, fazer gambiarra do vizinho para usar a energia sem pagar, comprar acima do limite do crédito, sabendo que não recebe o suficiente para quitar o cartão no dia do pagamento, fraudar o órgão afim de continuar recebendo pensão, furar a fila do banco, do mercadinho, telefonar enquanto dirige, é correto!
Eu acho que não!
Pois, é aqui aplaude-se o atravessador, o agiota, o mentiroso, o esperto, o inadimplente, o contador de vantagem, o desonesto, o traidor, o adúltero, o político que se apropria de verba pública, enfim, a criação dos cargos fantasmas, a compra e venda de votos, as obras inacabadas, os impostos que são desviados, as leis que beneficiam os poucos de um pequeno grupo e que vampirizam muitos.
A responsabilidade é só nossa!
Ele é um pais grande, rico em recursos naturais, miscigenado em virtude das colonizações experienciadas, mas, a educação, pilar fundamental de qualquer civilização, não é reverenciada.
Compreendam: (...) um bom dia, um por favor, com licença, advém de alguma politica pública? estacionar o carro em vaga de deficiente sem sê-lo, fazer gambiarra do vizinho para usar a energia sem pagar, comprar acima do limite do crédito, sabendo que não recebe o suficiente para quitar o cartão no dia do pagamento, fraudar o órgão afim de continuar recebendo pensão, furar a fila do banco, do mercadinho, telefonar enquanto dirige, é correto!
Eu acho que não!
Pois, é aqui aplaude-se o atravessador, o agiota, o mentiroso, o esperto, o inadimplente, o contador de vantagem, o desonesto, o traidor, o adúltero, o político que se apropria de verba pública, enfim, a criação dos cargos fantasmas, a compra e venda de votos, as obras inacabadas, os impostos que são desviados, as leis que beneficiam os poucos de um pequeno grupo e que vampirizam muitos.
A questão é que todos estes valores deturpados e obscuros, criaram um novo comando de regras geradoras de comportamentos perigosos, hoje, insustentáveis, até porquem os experimentou, pois elas desviam os objetivos pessoais de muita gente, pondo em risco a integridade de muitas famílias.
Sinto que as pessoas perderam a total conexão com a prática da verdade, da honestidade, dos respeito mútuo, valores importantes para o crescimento de todo um grupo humano .
Todos nós devemos nos preocupar com todosnós!
Assim, o Brasil promoverá a sua Grande Síntese.
Por Silvia Morelli
Por Silvia Morelli
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